Auto-Estima e os Brasileiros

Sem gostar não dá
Cinquenta e nove por cento dos brasileiros sofrem de baixa auto-estima. A informação vem dos resultados da pesquisa elaborada pela International Stress Management Association (ISMA-BR), que indica que, nesse quesito, estamos à frente de americanos (22%) e franceses (27%).

A questão pode mostrar mais ou menos de onde virá essa nossa quase total ausência de entusiasmo e de coragem para mudar a realidade que nos cerca nos dias atuais, cada vez mais desesperadora.

Em contrapartida, somos o povo mais otimista (67%). Algo como, “a coisa não tá nada boa, mas pode melhorar amanhã!”. Daí pode -se explicar a inclinação do brasileiro para esperar que algo ou alguém faça alguma coisa em seu favor, venha lhe socorrer. Um milagre, quem sabe.

É sempre muito bom esperar por dias melhores ou por milagres. Principalmente se os esperamos da fonte certa e verdadeira. Mas precisamos aprender a saber esperar. E esperar não porque não valhamos coisa alguma, ou não nos resta mais nada, mas porque temos algum - e precioso - valor aos olhos do Pai.

Por isso uma auto-estima saudável é imprescindível nessa espera, quer por dias melhores, quer por milagres verdadeiros. A simples sensação de bem estar diante de nós mesmos, de confiança em nosso potencial e talento, e, é claro, de fé Naquele que nos criou e nos amou antes de todas as coisas, são os ingredientes, não para uma vida live de infortúnios, mas para segurança, determinação, ânimo renovado nos dias em que a angústia, a tragédia, o aperto, a desilusão, e tantas outras coisas ruins, nos bater à porta.

É serntir-se bem para ver coisas boas acontecerem e realizar coisas boas, sonhos, planos. E não o contrário. Se nossa auto-estima depender de estar ou não brilhando o sol, o que será dela nos dias de céu nublado? Tem de estar firme, disposta para ser capaz de driblar os pingos da garoa ou suportar com elegância o furor da tempestade. E tudo isso não sem medo, sem receio, sem dúvidas. Mas apesar deles. Afinal, alguém já não disse que a coragem não é a ausência do medo, mas o agir em detrimento dele?

É verdade que quando tudo vai bem é quase que inevitável que nossa estima vá às alturas. Mas isso não é regra. Quantos não passam qualquer tipo de privação e, no entanto, sentem-se desolados, um nada perdido no mundo? Certa vez ouví de um palestrante que, muitas vezes, o que precisamos realmente é de um problema para nos superarmos, para aprendermos a enfrentar desafios e vencê-los.

Mas se você deseja começar a sentir-se melhor consigo mesmo, é melhor deixar de lado essa mania de culpar todo mundo, seus pais, seus irmãos, o governo, o tempo. Alguém pode ter feito mal, mas administrar as consequências desse mal só depende de você. E, pode ter certeza, gastar tempo culpando quem quer que seja não vai resolver o problema.

Se está difícil lidar com essa sensação de “nada ser” sozinho, procure ajuda, profissional se puder. Da mesma forma busque a companhia de pessoas que possam encorajá-lo nas dificuldades e ajudá-lo a enxergar a pessoa especial escondida aí dentro. Procurar por atividades que estimulem essa descoberta também será de grande valia. Não basta ter pensamento positivo, é necessário agir em favor de sí mesmo. Não tenha dúvidas: você vai começar a sentir-se muito melhor, até fazer as pazes definitivamente com essa pessoa que encara, todos os dias, diante do espelho.

E se nós, brasileiros, estamos nos sentindo mal a respeito de nós memos, em meio à enxurrada de más notícias diárias, vai aí uma boa: a estátua do Cristo Redentor acaba de ser eleita uma das sete novas maravilhas do mundo!

Márcia Rodrigues
é jornalista, formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), especialista em Ciência Política, e graduada internacional pelo Insituto
Haggai em Liderança Avançada (Maui-EUA).

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